
Usarei o vosso tempo amigos e que vossas caixas de correio sejam “todas ouvidos”. Não se espantem não, isso é parte do exercício de existir...parei um momento em frente ao espelho e encontrando Alice e o coelho branco, olhando para mim com ar inquisitório, resolvi abrir meu coração entre a sístole e diástole:
Estou aprendendo a escrever com clareza e objetividade sem, no entanto querer ser entendido. Aproximo-me dos humildes de coração e me afasto dos soberbos. Vivemos num mundo de soberbos. Respeito, mas me sinto muitas vezes desrespeitado, porém não serei perfeito nem daqui a mil anos... além disso, já não existirei mais e, da mesma forma, nenhum de vocês.
Sou cooperador, movido a idéias e ideais, troco ouro por paz, mas no momento preciso de mais ouro. Sou leal ao amor e escravo da responsabilidade... a música está em mim como aquele sabiá cantando na mangueira.
Acho tudo que seja repetitivo, sem sentido...para isso existem computadores. Muitos preferem o trabalho, outros não tem escolha, mas eu apenas ser útil e transformar o mundo ao meu redor.
Sonho com um mundo menor, de aldeia de vida de cidade de interior com TV a cabo, Internet e viagens a passeio todo final de semana para a capital. Gosto de escrever. Gosto dessa música que ouço agora.
Sonho com um mundo menor, de aldeia de vida de cidade de interior com TV a cabo, Internet e viagens a passeio todo final de semana para a capital. Gosto de escrever. Gosto dessa música que ouço agora.
Pessoas sorrindo o sorriso inocente quero ao meu lado. Que me contem o motivo da graça e me façam sorrir também. Acredito que o homem é mais que um. São dois ou mil, e mil vozes alegres acordam a madrugada, criança que dorme e sonha.
Para os psicólogos de plantão digo apenas que há muito mais entre minha mente e alma do que vossa vã filosofia possa estudar. Saibam que essas simples palavras jamais conseguirão conter tudo o que penso e sinto. Sinto muito.
Tenho um-metro-e-setenta-e-quatro, peso sessenta e cinco quilos, minhas unhas crescem um centímetro por ano, meu cabelo trinta e três, tenho vinte e nove e minh’alma dezesseis. As distâncias entre eu e você só meço em anos-luz e a luz dos teus olhos menina, é o sol em torno do qual giro em órbita elíptica.
Se minhas frases são quebradas, que se pode dizer sobre meus períodos? Quando mudo de assunto continuo falando o mesmo, é como dizer eu te amo... cada vez soa diferente e por essa razão digo muitas vezes só para testar diversos tons.
Respondi as suas dúvidas? Mais alguma coisa em que possa ajudar a desvendar-me? Bem, you know my name, look up the number. Estarei aqui se precisar e se preciso for serei preciso nas respostas...
Mas por hoje o que mais quiser saber, a resposta não lhe darei. Ouça o Trenzinho Caipira, Sgt. Pepper’s e o Álbum Branco, as tintas de Dali, Magrit e Monet , coma um caranguejo na Atalaia e um abará no Farol, depois de tudo: o que sou será sabidamente a soma do sol, do sol com sétima e do sal.
Julio Lins - Salvador, 27 de setembro de 2003.
Julio Lins - Salvador, 27 de setembro de 2003.
1 comentários:
Essa foi uma das que mais gostei, Julio.
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